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quarta-feira, 22 de maio de 2013
Ensaio de Compaixão
Pelo Espírito Meimei. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro: Esperança e Vida. Lição nº 04. Página 16.
E fiquei a pesar, indagando de mim própria quanto ao motivo de analisar, com tanta volúpia, os defeitos alheios.
Se notícias de um delito espetacular me alcançasse os ouvidos, fixava-me na busca de pormenores da ocorrência, a fim de desenhar na memória a figura do agressor; se algum problema de sovinice me viesse ao acontecimento, procurava as causas do desajuste para reprovar intimamente quem estivesse cultivando a cobiça; se algum desequilíbrio emotivo aparecesse, alterando negativamente essa ou aquela pessoa empenhava-me a conhecer o portador de semelhante irregularidade, de modo a evitar-lhe a presença; se algum distúrbio, surgisse, complicando grupos sociais, mentalizava-lhe as origens, para censurar aqueles que o provocassem prejudicando o caminho de muita gente.
- Por que - perguntava a mim mesma - essa inclinação para condenar instintivamente os outros, sem a menor consideração?
- Por que me arraigar no mal se conhecia a estrada do bem?
Foi quando um mentor amigo acorreu em meu socorro e observou:
- Filha, o aperfeiçoamento é a obra de muito esforço em longo tempo.
Já passei pelo hábito das indagações inúteis e só consegui a superação desejada, colocando-me no lugar dos irmãos que supomos errados.
E prosseguiu, depois de pequeno intervalo:
- Qual seria o seu comportamento, se visse o assassinato de um filho, sob os seus próprios olhos?
- Como reagiria você perante uma filha que trocasse a tranquilidade do lar pelas aventuras infelizes?
- Como procederia você, a fim de proteger vários filhos pequeninos com o esposo em penúria, dentro de longo período de hospitalização?
- E se um obsessor com larga força de afinidade sobre o seu psiquismo, a induzisse, através de hipnoses reiteradas à degradação de si própria, o que faria?
Ante o meu silêncio, o amigo aditou:
- Pensemos por nós mesmos. Certamente as Leis de Deus nos concedem facilidades para julgar as nódoas alheias, a fim de observarmos as nossas próprias fraquezas, aprendendo compreensão e misericórdia, de maneira a nos corrigir sem exercícios difíceis de suportar...
O instrutor despediu-se, sorrindo, e conclui que, pela Bondade do Senhor, ali tivera, no chamado Mais Além, o meu primeiro ensaio de compaixão.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Examinemos a nós mesmos
Pelo
Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido
Xavier.
Livro:
Opinião Espírita. Lição nº 01. Página 19.
Questão
919 do Livro dos Espíritos: Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de
se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?
O
dever do espírita cristão é tornar-se progressivamente
melhor.
Útil,
assim, verificar, de quando em quando, com rigoroso exame pessoal, a nossa
verdadeira situação íntima.
Espírita
cristão que não progride durante três anos sucessivos permanece
estacionário.
Testa
a paciência própria: - Estás mais calmo, afável e
compreensivo?
Inquire
as tuas relações na experiência doméstica: - Conquistaste mais alto clima de paz
dentro de casa?
Investiga
as atividades que te competem no templo doutrinário: - Colaboras com mais
euforia na seara do Senhor?
Observa-te
nas manifestações perante os amigos: - Trazes o Evangelho mais vivo nas
atitudes?
Reflete
em tua capacidade de sacrifício: - Notas em ti mesmo mais ampla disposição de
servir voluntariamente?
Pesquisa
o próprio desapego: - Andas um pouco mais livre do anseio de influência e de
posses terrestres?
Usas
mais intensamente os pronomes "nós", "nosso" e "nossa" e menos os determinativos
"eu", "meu" e "minha"?
Teus
instantes de tristeza ou de cólera surda, às vezes tão conhecidos somente por
ti, estão presentemente mais raros?
Diminuíram-te
os pequenos remorsos ocultos no recesso da alma?
Dissipaste
antigos desafetos e aversões?
Superaste
os lapsos crônicos de desatenção e negligência?
Estudas
mais profundamente a Doutrina que professas?
Entendes
melhor a função da dor?
Ainda
cultivas alguma discreta desavença?
Auxilias
aos necessitados com mais abnegação?
Tens
orado realmente?
Teus
ideais evoluíram?
Tua fé
raciocinada consolidou-se com mais segurança?
Tens o
verbo mais indulgente, os braços mais ativos e as mãos mais
abençoadoras?
Evangelho
é alegria no coração: - Estás, de fato, mais alegre e feliz intimamente, nestes
três últimos anos?
Tudo
caminha! Tudo evolui! Confiramos o nosso rendimento individual com o
Cristo!
Sopesa
a existência hoje, espontaneamente, em regime de paz, para que te não vejas na
obrigação de sopesá-la amanhã sob o impacto da dor.
Não te
iludas! Um dia que se foi é mais uma cota de responsabilidade, mais um passo
rumo à Vida Espiritual, mais uma oportunidade valorizada ou
perdida.
Interroga
a consciência quanto à utilidade que vens dando ao tempo, à saúde e aos ensejos
de fazer o bem que desfrutas na vida diária.
Faze
isso agora, enquanto te vales do corpo humano, com a possibilidade de
reconsiderar diretrizes e desfazer enganos facilmente, pois, quando passares
para o lado de cá, muita vez, já será mais difícil...
quarta-feira, 8 de maio de 2013
Diferentes estados de alma na erraticidade.
FONTE: Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. 3 - Há muitas moradas na casa do Pai
1 – Não se turbe o vosso coração. Crede em Deus, crede também em mim. – Há muitas moradas na casa de meu pai. Se assim não fosse, eu vo-lo teria dito; pois vou preparar-vos o lugar. E depois que eu me for, e vos aparelhar o lugar, virei outra vez e tomar-vos-ei para mim, para que lá onde estiver, estejais vós também. (João, XIV:1-3).
2 – A Casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito, oferecendo aos Espíritos desencarnados estações apropriadas ao seu adiantamento.
Independentemente da diversidade dos mundos, essas palavras podem também ser interpretadas pelo estado feliz dos Espíritos na erraticidade. Conforme for ele mais ou menos puro e liberto das atrações materiais, o meio em que estiver, o aspecto das coisas, as sensações que experimentar, as percepções que possuir, tudo isso varia ao infinito. Enquanto uns, por exemplo, não podem afastar-se do meio em que viveram, outros se elevam e percorrem o espaço e os mundos. Enquanto certos Espíritos culpados erram nas trevas, os felizes gozam de uma luz resplandecente e do sublime espetáculo do infinito. Enquanto, enfim, o malvado, cheio de remorsos e pesares, freqüentemente só, sem consolações, separado dos objetos da sua afeição, geme sob a opressão dos sofrimentos morais, o justo, junto aos que ama, goza de uma indizível felicidade. Essas também são, portanto, diferentes moradas, embora não localizadas nem circunscritas.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Centros de Forças
O fato do corpo físico constituir o reflexo do corpo espiritual vem, por sua vez, retratar em si o corpo mental que lhe preside a alma.
Do ponto de vista de sua constituição e função, o perispírito é o veículo por excelência para o trabalho na esfera espiritual após a morte. "Com sua estrutura eletromagnética algo modificada no que tange aos fenômenos Genésicos e Nutritivos de acordo com as aquisições da mente".
Em Evolução em Dois Mundos "André Luiz" fala... é nesse santuário vivo de formação sutil, urdida em recursos dinâmicos, extremamente porosa e plástica, em cuja tessintura as células noutra faixa vibratória, á face do sistema de permuta viceralmente renovado se distribuem mais ou menos á feição das partículas colóides, com a respectiva carga elétrica, comportando-se no espaço, segundo a sua condição específica e apresentando estados morfológicos, conforme o campo mental a que se ajustem em que a criatura continua a sua jornada evolutiva nos domínios da experiência.
Nesse santuário, o espírito possui todo o equipamento de recursos automáticos que governam bilhões de entidades micro-cópias a serviço da inteligência nos círculos de ação, como recursos adquiridos vagarosamente podem ser, em milênios e milênios de esforço e recapitulação nos diferentes setores da evolução da alma.
O Perispírito
O Perispírito rege á atividade funcional dos órgãos relacionados pela fisiologia terrena, através dos Centros de Força, que são os Fulcros Energéticos, ou Plexos que sob a direção automática da alma, imprimem nas células á especialização.
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Sobre Mágoa e Perdão
Retirado do Livro: Servidores da Luz na Transição Planetária
Autor: Wanderley Oliveira
O perdão só acontece quanto temos coragem de descobrir qual foi a nossa contribuição para que o contexto que nos magoou acontecesse.
Não somos meras vítimas da ofensa alheia. Na relação humana, mesmo o ofendido constrói condições para que os fatos se desenrolem.
É necessário coragem e humildade para olhar as ilusões que temos a respeito de nós e das pessoas com as quais nos relacionamos. Perceber nossa responsabilidade e desfocar da mente do ofensor é o verdadeiro segredo a caminho da compreensão. Isso nos alivia e faz perceber em quanta mentira acreditamos a respeito da nossa convivência. Quem não sabe dizer "não", quem espera dos outros o que eles não podem ou não querem dar, quem, enfim, deposita confiança excessiva em alguém, certamente será magoado.
A relação humana sadia exige limites, o amor não é um contrato em que um faz o que o outro deseja.
Amor verdadeiro solicita honestidade emocional, autoamor preservativo e uma enorme capacidade de doação, pela simples motivação de fazer o outro feliz sem esperar algo em troca.
O conceito do perdão como atitude de esquecer o mal que alguém nos fez ou como uma virtude de retomar o relacionamento com o ofensor da mesma maneira que antes da ofensa é um enfoque que precisa ser reconsiderado, porque perdão não tem nada a ver com esquecimento das faltas ou negação da dor emocional para continuar a relação com alguém da mesma maneira.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Esquecimento do Passado
Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. 5 - Bem aventurados os aflitos
ESQUECIMENTO DO PASSADO
11 – É em vão que se aponta o esquecimento como um obstáculo ao aproveitamento da experiência das existências anteriores. Se Deus considerou conveniente lançar um véu sobre o passado, é que isso deve ser útil. Com efeito, a lembrança do passado traria inconvenientes muito graves. Em certos casos, poderia humilhar-nos estranhamente, ou então exaltar o nosso orgulho, e por isso mesmo dificultar o exercício do nosso livre arbítrio. De qualquer maneira, traria perturbações inevitáveis às relações sociais.
O Espírito renasce freqüentemente no mesmo meio em que viveu, e se encontra em relação com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes tenha feito. Se nelas reconhecesse as mesmas que havia odiado, talvez o ódio reaparecesse. De qualquer modo, ficaria humilhado perante aquelas pessoas que tivesse ofendido.
Deus nos deu, para nos melhorarmos, justamente o que necessitamos e nos é suficiente: a voz da consciência e as tendências instintivas; e nos tira o que poderia prejudicar-nos.
O homem traz, ao nascer, aquilo que adquiriu. Ele nasce exatamente como se fez. Cada existência é para ele um novo ponto de partida. Pouco lhe importa saber o que foi: se estiver sendo punido, é porque fez o mal, e suas más tendências atuais indicam o que lhe resta corrigir em si mesmo. É sobre isso que ele deve concentrar toda a sua atenção, pois daquilo que foi completamente corrigido já não restam sinais. As boas resoluções que tomou são a voz da consciência, que o adverte do bem e do mal e lhe dá a força de resistir às más tentações.
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Os Laços de Família são Fortalecidos pela Reencarnação e Rompidos pela Unicidade da Existência
EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAP. 4 - Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.
18 – Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, como pensam certas pessoas. Pelo contrário, são fortalecidos e reapertados. O princípio oposto é que os destrói.
Os Espíritos formam, no espaço, grupos ou famílias, unidos pela afeição, pela simpatia e a semelhança de inclinações. Esses Espíritos, felizes de estarem juntos, procuram-se. A encarnação só os separa momentaneamente, pois que, uma vez retornando a erraticidade, eles se reencontram, como amigos na volta de uma viagem. Muitas vezes eles seguem juntos na encarnação, reunindo-se numa mesma família ou num mesmo círculo, e trabalham juntos para o seu progresso comum. Se uns estão encarnados e outros não, continuarão unidos pelo pensamento. Os que estão livres velam pelos que estão cativos, os mais adiantados procurando fazer progredir os retardatários. Após cada existência terão dado mais um passo na senda da perfeição.
Cada vez menos apegados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo que mais purificado, não perturbado pelo egoísmo nem obscurecido pelas paixões. Assim, eles poderiam percorrer um número ilimitado de existências corporais, sem que nenhum acidente perturbe sua afeição comum.
Estenda-se bem que se trata aqui da verdadeira afeição espiritual, de alma para alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra apenas pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se preocuparem no mundo dos Espíritos. Só são duráveis as afeições espirituais. As afeições carnais extinguem-se com a causa que as provocou; ora, essa causa deixa de existir no mundo dos Espíritos, enquanto a alma sempre existe. Quanto às pessoas que se unem somente por interesse, nada são realmente uma para outra: a morte as separa na Terra e no Céu.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Trasmissão da Prece
Ação da Prece.
Transmissão do Pensamento
9. A prece é uma invocação: por ela nos pomos em relação mental com o ser a que nos dirigimos. Ela pode ter por objeto um pedido, um agradecimento ou um louvor. Podemos orar por nós mesmos ou pelos outros, pelos vivos ou pelos mortos. As preces dirigidas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução dos seus desígnios; as que são dirigidas aos Bons Espíritos vão também para Deus. Quando oramos para outros seres, e não para Deus, aqueles nos servem apenas de intermediários, de intercessores, porque nada pode ser feito sem a vontade de Deus.
10. O Espiritismo nos faz compreender a ação da prece, ao explicar a forma de transmissão do pensamento, seja quando o ser a quem oramos atende ao nosso apelo, seja quando o nosso pensamento eleva-se a ele. Para se compreender o que ocorre nesse caso, é necessário imaginar todos os seres, encarnados e desencarnados, mergulhados no fluido universal que preenche o espaço, assim como na Terra estamos envolvidos pela atmosfera. Esse fluido é impulsionado pela vontade, pois é o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, enquanto as do fluido universal se ampliam ao infinito. Quando, pois, o pensamento se dirige para algum ser, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece de um a outro, transmitindo o pensamento, como o ar transmite o som.
A energia da corrente está na razão direta da energia do pensamento e da vontade. É assim que a prece é ouvida pelos Espíritos, onde quer que eles se encontrem, assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem a suas inspirações, e que as relações se estabelecem à distância entre os próprios encarnados.
sábado, 13 de abril de 2013
Reforma Íntima
"Buscai primeiro o reino de Deus." (Mateus, 6:33)
A reforma íntima consiste em eliminar as imperfeições e conquistar novas virtudes. Precisamos nos educar, pois somos Espíritos imperfeitos. Quando reencarnamos trazemos as tendências positivas e negativas que construímos no passado. Devemos trocar orgulho por humildade, egoísmo por amor, agressividade por mansidão, indiferença por misericórdia, malícia por pureza de coração, descrença por fé, materialismo por espiritualidade.
A humildade e a caridade são as principais virtudes que devemos desenvolver. A humildade abre caminho para a conquista de todas as outras virtudes. O amor é o mais sublime dos sentimentos. Jesus resumiu seus ensinos em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Devemos assumir o controle de nossa evolução. Enquanto não nos dispomos a crescer.
voluntariamente a dor nos educa. Se vamos pelo caminho errado ela nos segura. Quando paramos, ela nos empurra. Nossas imperfeições, como o ciúme, a inveja, a mágoa, o melindre, o nervosismo, são as causas de nossos sofrimentos. Aumentamos nossa felicidade à medida que evoluímos.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Crenças e Carma
“...A quem, pois, culpar de todas as suas aflições senão a si mesmo? O homem é, assim, num grande número de casos, o artífice dos seus próprios infortúnios; mas em vez de o reconhecer, ele acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência...” O Evangelho Segundo O Espiritismo – Cap. V Item 4
Mentalidade é a capacidade intelectual, ou seja, o conjunto de crenças, costumes, hábitos e disposições psíquicas de um indivíduo. São registros profundos situados no corpo espiritual, raízes de nosso modo de agir e pensar, acumulados na noite dos tempos.
Nossa mentalidade atrai tudo aquilo que irradiamos consciente oi inconscientemente. Portanto, certos conceitos que mantemos atraem prosperidade e nos fazem muito bem; outros tantos nos desconectam do progresso e da realidade espiritual.
Porque ainda não vemos as coisas sem o manto da ilusão é que acreditamos em prêmios e castigos; na realidade, suportamos apenas as conseqüências de nossos atos.
Dessa forma, tudo o que está acontecendo em tua vida é produto de tuas crenças e pensamentos que se materializam; não se trata, pois, de punições nem recompensas, mas reações desencadeadas pelas tuas ações mentais.
Certas idéias sobre o carma não condizem com a coerência e com a lógica da reencarnação, levando-te a interpretações distorcidas e irreais sobre as Leis Divinas.
Carma, em sânscrito, quer dizer simplesmente “ação”.
Tuas ações, ou seja, teus carmas são positivos ou negativos, de conformidade com o que fizeste e segundo tuas convicções e valores pessoais.
Deus não julga os atos pessoais, mas criou leis perfeitas que dirigem o Universo. Porque tens o livre-arbítrio como patrimônio, é que deves admitir que a vida dá chances iguais para todos: a diferença está na credulidade de cada um.
sábado, 6 de abril de 2013
O que é o passe?
Livro: O Passe: Eficácia, interpretações e implicações
Autor: Geraldo Panetto
O passe pertence às leis naturais.
Ele é um atributo tanto do espírito encarnado como desencarnado e pertence à ordem dos fenômenos psíquicos.
Segundo a Teologia, a cura pelo passe é chamada de milagre, independente de raça, cor, ou credo e até mesmo de posição social.
Segundo o conceito espírita, a cura pelo passe pertence às leis naturais, não havendo portanto nenhuma alteração nessas leis. Ela se dá simplesmente pelo merecimento de quem o recebe. Milagre não existe.
Podemos até, por força de expressão, dizer: "Foi um milagre", mas isso não expressa a verdade. Esse termo não faz parte do vocabulário espírita.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Justiça das Aflições
Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo
Cap. V - Bem Aventurados os Aflitos
1 – Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. (Mateus, V: 5, 6 e 10).
2 – Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados os que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque rireis. (Lucas, VI: 20 e 21)
Mas ai de vós, ricos, porque tendes no fundo a vossa consolação. Ai de vós, os que estais fartos, porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides, porque gemereis e chorareis. (Lucas, VI: 24 e 25).
quinta-feira, 21 de março de 2013
O Homem de Bem
Retirado do Livro: Evangelho Segundo o Espiritismo
3 – O verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, de amor e caridade, na sua maior pureza. Se interroga a sua consciência sobre os próprios atos, pergunta se não violou essa lei, se não cometeu o mal, se fez todo o bem que podia, se não deixou escapar voluntariamente uma ocasião de ser útil, se ninguém tem do que se queixar dele, enfim, se fez aos outros aquilo que queria que os outros fizessem por ele.
Tem fé em Deus, na sua bondade, na sua justiça e na sua sabedoria; sabe que nada acontece sem a sua permissão, e submete-se em todas as coisas à sua vontade.
Tem fé no futuro, e por isso coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções, são provas ou expiações, e as aceita sem murmurar.
O homem possuído pelo sentimento de caridade e de amor ao próximo faz o bem pelo bem, sem esperar recompensa, paga o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte e sacrifica sempre o seu interesse à justiça.
Encontra usa satisfação nos benefícios que distribui, nos serviços que presta, nas venturas que promove, nas lágrimas que faz secar, nas consolações que leva aos aflitos. Seu primeiro impulso é o de pensar nos outros., antes que em si mesmo, de tratar dos interesses dos outros, antes que dos seus. O egoísta, ao contrário, calcula os proveitos e as perdas de cada ação generosa.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Usa a verdade com o objetivo de ajudar, jamais como
uma arma de agressão ou revide.
A verdade é igual diamante que exige adequado envoltório
para manter-se seguro, e, quando atirado para alguém, não o ferir.
A tua talvez não seja a verdade legítima ou pelo menos
não será a completa.
Preserva-a para o momento próprio, no qual possas dignificar
e erguer, quem caia ou se esteja precipitando
em abismos de loucura e ilusão.
Joanna de Ângelis
Livro: Vida Feliz
quarta-feira, 13 de março de 2013
Ação e Reação
Como pondera o próprio Codificador, no mesmo capítulo e com o subtítulo Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras, “(...) no que respeita às penas futuras, não se baseia num teoria preconcebida; não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ele se apóia nas observações, e são estas que lhe dão plena autoridade. Ninguém jamais imaginou que as almas, depois da morte, se encontrariam em tais ou quais condições; são elas, essas mesmas almas, partidas da Terra, que nos vêm hoje iniciar nos mistérios da vida futura, descrever-nos sua situação feliz ou desgraçada, as impressões, a transformação pela morte do corpo, completando, assim, em uma palavra, os ensinamentos do Cristo sobre este ponto. Preciso é afirmar que se não trata neste caso das revelações de um só Espírito, o qual poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ainda dominado por terrenos prejuízos, Tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática suscetível de ilusões, e não passando muitas vezes de reflexo de uma imaginação exaltada. Trata-se, sim, de inúmeros exemplos fornecidos por Espíritos de todas as categorias, desde os mais elevados aos mais inferiores da escala, por intermédio de outros tantos auxiliares (médiuns) disseminados pelo mundo, de sorte que a revelação deixa de ser privilégio de alguém, pois todos podem prová-la, observando-a, sem obrigar-se à crença pela crença de outrem.”.
Esta transcrição inicial é importante para nos situarmos no universo de observações que se colocou o Codificador para elaboração da teoria espírita, advinda toda das revelações que os próprios espíritos fizeram.
O próprio O Livro dos Espíritos, obra lançada em 18 de abril de 1857 com os fundamentos doutrinários do Espiritismo e organizado em forma de perguntas e respostas, teve sua parte Quarta, com dois capítulos e exatas cem perguntas com suas respectivas respostas, totalmente dedicado ao tema das penas e gozos, terrenos e futuros.
No citado Código, que citamos no primeiro parágrafo acima, utilizaremos o 3º dos 33 itens, para orientar o desenvolvimento do tema. O texto original apresenta-se nos seguintes termos: Não há uma única imperfeição da alma que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade que não seja fonte de um gozo.
Ora, são as imperfeições ou as qualidades da alma humana que geram suas ações felizes ou equivocadas. E essas ações estão caracterizadas com o selo moral do estágio em que se situa o ser. Portanto, os pensamentos, os sentimentos, e as próprias ações executadas no transcorrer de uma existência geram reflexos na própria existência, na vida espiritual ou até mesmo na próxima ou futuras existências, a depender é claro da extensão ou gravidade da ação promovida.
A lei de ação e reação, ou o a cada um segundo suas próprias obras, baseia-se num perfeito mecanismo de justiça e igualdade absoluta para todos. Não há qualquer favoritismo para quem quer que seja. Agindo bem, teremos o mérito do bem. Agindo mal, teremos as consequencias. Não se trata de castigo, em absoluto, mas de consequências.
Qualquer prejuízo que causarmos a nós mesmos ou a terceiros, ocasionarão consequencias inevitáveis em nossa própria vida. Isto é da Lei Divina. E qualquer benefício que distribuamos gerará méritos e benefícios correspondentes em nosso próprio caminho, ainda que haja ingratidão dos beneficiados.
Passamos a entender, portanto, que fazer o mal a quem quer que seja nunca será compensador, pois sempre responderemos pelo mal que causemos, inclusive a nós próprios. E, do mesmo modo, toda felicidade ou tranqüilidade que proporcionarmos ao próximo redundará, inevitavelmente, em bem para nós mesmos.
Não é por outra razão que Jesus ensinou a perdoar. O ódio alimentado, a vingança executada ou a perseguição contumaz a qualquer pessoa redundarão em estágios de sofrimento e dor a seu próprio autor. Perdoando, libertamo-nos.
Também é pela mesma razão que a recomendação sempre constante é para que promovamos o bem, ainda que este não nos seja espontâneo (estamos aprendendo a incorporá-lo em nós mesmos), pois todo bem gera o bem. O mal sempre gerará consequencias desagradáveis.
Nunca enganes a ninguém.
A vida é grande cobradora e exímia retribuidora.
O que faças aos outros sempre retornará a ti.
Segarás conforme hajas plantado.
Quem engana, ilude, trai, a si próprio se prejudica,
desrespeitando-se primeiro e fazendo jus depois aos efeitos da
sua conduta reprovável.
Sê honesto para contigo e, como consequência, para com teu próximo.
Joanna de Ângelis
terça-feira, 12 de março de 2013
Reserva algum período do tempo ao serviço sem remuneração
à caridade fraternal, à ação em favor da comunidade.
A "hora vazia" é sempre espaço mental perigoso.
Oferece-a ao teu próximo, a alguma Sociedade ou Agremiação
que se dedique à benemerência, à construção de vidas.
Pequenas ajudas produzem os milagres das grandes realizações.
Jamais te escuses a este mister de ajuda desinteressada, não retribuída.
Há muita aflição esperando socorro e compreensão.
Joanna de Ângelis
domingo, 10 de março de 2013
Difunde a esperança em melhores dias.
Nunca houve tanta necessidade da verde palma, quanto nestes momentos.
A esperança dá força aos ideais e coragem às criaturas, que se renovam,
mesmo quando tudo parece a ponto de perder-se.
É ela que sustenta o herói e mantém o santo nos propósitos superiores que abraçam.
Preservando-a em ti, nunca desfalecerá, nem te sentirás abandonado,
quando as circunstâncias te convidarem ao testemunho e à solidão.
Joanna de Ângelis
Seminário: E eu me perdi de mim mesmo
Convidamos aos amigos de Itu e região a participarem conosco do
Seminário: "Eu me perdi de mim mesmo" com o palestrante Agnaldo Paviani.
Local: Rua Floriano Peixoto, 1386 -(Círculo Italiano) - Centro - Itu - SP
Dia: 11.05 (sábado)
Horário: das 8:30 às 12:00 hs
sábado, 9 de março de 2013
A Obsessão
"Até hoje a obsessão não é combatida com a eficiência que merece. E parece-nos bastante estranho, por ser, talvez, a doença mais antiga da Humanidade, em relação a outras tantas prejudiciais.
Basta que nos recordemos que, em todos os períodos do pensamento histórico, a obsessão e suas seqüelas se têm apresentado ceifando a saúde física e mental dos indivíduos. Terrivelmente ignorada, ou simplesmente desconsiderada, vem prosseguindo no seu triste fanal de vencer todos aqueles que lhe tombam nas malhas coercitivas. (...) A obsessão somente ocorre em razão do comportamento irregular de quem se desvia do roteiro do bem fazer, criando animosidades e gerando revides.
Certamente, haverá muitas antipatias gratuitas entre as pessoas, que resultam de preferências psicológicas, de identificações ou reações afetivas.
Os dardos atirados pelas mentes agressivas e inamistosas são inevitáveis para aqueles contra quem são dirigidos. No entanto, a conexão somente se dará por identidade de sintonia, por afeição à afinidade em que se manifestam.
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